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VÍDEO: Sapo-cururu atacado por cão passa por raio-x e tratamento intensivo em MG

Sapo-cururu passa por raio-X e tratamento intensivo após ataque de cão em MG Fazer um sapo ficar parado para um raio-X não é uma tarefa simples. Menos comum...

VÍDEO: Sapo-cururu atacado por cão passa por raio-x e tratamento intensivo em MG
VÍDEO: Sapo-cururu atacado por cão passa por raio-x e tratamento intensivo em MG (Foto: Reprodução)

Sapo-cururu passa por raio-X e tratamento intensivo após ataque de cão em MG Fazer um sapo ficar parado para um raio-X não é uma tarefa simples. Menos comum ainda é encontrar um deles diante de uma máquina de exames de imagem. Foi o que aconteceu com Naveen, um sapo-cururu que está em tratamento no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), após ser atacado por um cachorro. Veja acima. Naveen chegou ao hospital em 18 de setembro, depois de ser encontrado por uma moradora do bairro Nossa Senhora das Graças, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O cachorro da família atacou o sapo, mas a moradora conseguiu separar os animais. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Depois, colocou o anfíbio em segurança e o manteve protegido durante a noite. Na manhã seguinte, conseguiu levá-lo ao hospital. Antes de sair de casa, ela ainda tentou alimentá-lo. Ofereceu moscas a Naveen, mas o sapo recusou. No hospital, os veterinários perceberam que ele estava inchado. A equipe realizou exames de sangue, análises bioquímicas e exames de imagem. Segundo o veterinário-chefe do Hospital Veterinário da UFU, Márcio Bandarra, os resultados apontaram aumento da concentração de amônia no organismo de Naveen. “Como ele estava fora da água, ele não conseguiu tirar essa amônia do corpo”, explicou Bandarra. Raio-x do Sapo-cururu Reprodução/TV Integração Um sapo fora do lugar Apesar do nome popular, o sapo-cururu não é um animal que vive dentro da água. Ele precisa de ambientes úmidos para realizar adequadamente as trocas que ajudam a eliminar substâncias do organismo. Fora desse ambiente, Naveen começou a apresentar problemas. Além do inchaço, ele desenvolveu sinais neurológicos. Ficava inclinado e tinha dificuldade para manter a posição normal. Para ajudá-lo, a equipe reproduziu, dentro do hospital, as condições de um ambiente adequado para o animal. Ambiente feito para Naveen Reprodução/TV Integração Com o ambiente adequado e o tratamento iniciado, Naveen apresentou melhora. “Quando a gente adaptou o ambiente para ele, acertou a umidade e tudo mais, ele começou a apresentar melhora”, contou Bandarra. De príncipe a paciente Sapo passando por exames Reprodução/TV Integração O nome também tem uma história. Naveen foi batizado pela equipe do setor de animais silvestres da UFU em referência ao príncipe que se transforma em sapo no filme da Disney "A Princesa e o Sapo". A semelhança com o personagem, porém, termina no nome. A recuperação de Naveen foi resultado da combinação de tratamento veterinário, ambiente adequado e acompanhamento constante. Na quarta-feira (30), ele passou por um novo raio-X e pelas últimas coletas de sangue. Segundo Bandarra, o animal já apresenta melhora completa, e a expectativa é que seja devolvido à natureza na próxima semana. A equipe pretende soltá-lo em uma área adequada, próxima a um rio ou lagoa. LEIA TAMBÉM: IFTM abre 613 vagas de graduação; confira os cursos Descoberta de nova espécie de perereca reforça importância da pesquisa e preservação do Cerrado Muito além de um sapo A recuperação de Naveen também chama a atenção para um animal que pode provocar repulsa em algumas pessoas, mas que exerce uma função importante no equilíbrio ambiental. Os sapos são predadores naturais de insetos e ajudam a controlar populações de mosquitos, pernilongos e outros pequenos animais. Esse controle pode ter impacto indireto na saúde humana, já que mosquitos transmitem doenças como dengue e chikungunya. Segundo Bandarra, por isso, o sapo que muitas vezes é visto apenas como um animal indesejado no quintal também tem um papel importante no ambiente urbano. “Esses animais são fundamentais para preservar também a nossa saúde”, afirmou. ⚠️ Não toque Apesar de a história terminar com uma perspectiva de final feliz, a orientação dos veterinários é que as pessoas não tentem capturar ou manipular sapos encontrados em casa ou na rua. O ideal é afastar os animais domésticos e procurar ajuda especializada para fazer o manejo do animal silvestre. O sapo-cururu possui glândulas na pele que produzem uma substância que pode causar irritação e intoxicação quando entra em contato com os olhos ou a boca. A substância é liberada principalmente quando a região é comprimida, embora o animal não lance veneno à distância. Em caso de contato acidental, a recomendação é lavar bem as mãos com água e sabão e evitar levá-las aos olhos ou à boca. O ideal é não tocar nos sapos Reprodução/TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas